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Domingo, 22 de Julho de 2018

Agências espaciais devem enviar cinco novas missões a Marte até 2021 Domingo, 22 de Julho de 2018

Agências espaciais devem enviar cinco novas missões a Marte até 2021

Marte tem aparecido em boa parte das últimas notícias sobre exploração espacial, e não é por acaso. Afinal, o Planeta Vermelho não apenas leva vantagem por ser relativamente próximo da Terra, mas também por ser o único (até então) a apresentar um potencial mínimo para abrigar a vida humana — no que deve ser a nossa primeira colônia extraterrestre, em um futuro não muito distante.

Dessa forma, é também razoável que governos e instituições privadas estejam comprometidos em despender orçamentos obscenamente altos para virar o planeta do avesso. Prova disso são as (pelo menos) cinco missões atualmente em pauta de várias agências espaciais pelo mundo.

Com previsões de lançamento e aterrissagem entre 2018 e 2021, projetos da NASA e também de outras agências espaciais pretendem avaliar Marte em diversos aspectos: da atmosfera às atividades tectônicas, da composição química do solo ao clima; isso antes de qualquer missão tripulada.

InSight (NASA)

Lançada em 5 de maio de 2018, a InSight deve tocar a superfície marciana em no dia 26 de novembro. A sonda da agência espacial estadunidense deve dar continuidade às leituras promovidas pelos robôs Curiosity e Opportunity, embora com uma diferença crucial: diferentemente das missões antecessoras, a InSight será estacionária.

Isso porque a ideia é medir a atividade geológica e as temperaturas do solo marciano, o que deve ajudar a responder questões cruciais sobre a formação do planeta há cerca de 4,5 bilhões de anos. A NASA espera registrar entre 12 e 100 "martemotos" (equivalentes aos terremotos da Terra) durante os dois anos da missão em superfície.

NASA InSight: missão estacionária deve medir temperaturas e atividades tectônicas do solo marciano. (Imagem: reprodução/NASA).

Mars 2020 (NASA)

Também da NASA, a Mars 2020 deve ser alçada ao espaço entre julho e agosto de 2020, com chegada prevista para fevereiro de 2021. A missão deve coletar amostras de solo em áreas avaliadas pelos cientistas como “potencialmente habitáveis” em um passado remoto.

A sonda também deve medir variações no clima, nos ventos e nos níveis de radiação da superfície marciana, além de testar tecnologias capazes de produzi oxigênio e efetuar buscas por água abaixo da superfície. A bordo da Mars 2020 ainda vai um drone destinado a testes atmosféricos.

Mars Orbiter Mission 2 (ISRO)

A segunda missão Mars Orbiter Mission, da Organização para Pesquisa Espacial Indiana (ISRO, na sigla em inglês), ainda não tem data certa para lançamento, mas o projeto deve dar continuidade às leituras feitas pela primeira “MOM”, lançada em 2014. A sonda indiana deve focar em análises atmosféricas, buscando novamente a presença de elementos orgânicos. Lançamento e chegada devem ocorrer em algum momento entre 2021 e 2022.

ExoMars Rover (ESA)

A ExoMars Rover é uma empreitada conjunta da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) e da agência espacial russa Roscosmos. Enquanto missões como a InSight devem se dedicar à identificação dos elementos que compõem o solo de Marte, a ExoMars Rover será a primeira a perfurá-lo para trazer amostras. Uma broca com dois metros de comprimento vai retirar diversas provas, as quais serão analisadas na própria sonda em busca de moléculas orgânicas. A ser lançada em 2020, a ExoMars deve chegar ao Planeta Vermelho em 2021.

ExoMars será a primeira sonda a perfurar a superfície de marte para coleta de amostras, podendo conduzir análises no local. (Imagem: reprodução/ESA).

Mars Sample Return (NASA)

Talvez a missão mais complexa a ser enviada pela NASA, a Mars Sample Return, conforme o nome indica, deve trazer as amostras coletadas por sondas prévias. O processo envolve pelo menos quatro fases: a coleta de materiais e a acomodação na sonda; o lançamento a partir da superfície marciana (algo inédito); a captura da cápsula em órbita da Terra e o envio à superfície; a coleta da sonda pela NASA em algum ponto do oceano.

Com lançamento e chegada previstos para algum ponto de 2020, a MSR implica diversos processos cuja complexidade deve prover as bases científicas para uma primeira missão tripulada a Marte.


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