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Domingo, 17 de Fevereiro de 2019

Estação Espacial Internacional receberá telescópio solar brasileiro em 2022 Domingo, 17 de Fevereiro de 2019

Estação Espacial Internacional receberá telescópio solar brasileiro em 2022

Um novo telescópio solar brasileiro já tem data marcada para ser enviado para a Estação Espacial Internacional. O Sun-THz é uma versão aprimorada do telescópio brasileiro Solar-T, que em 2016 foi lançado pela NASA e realizou uma missão bem sucedida em um voo pela Antártica para a observar o Sol.

Com previsão de lançamento para 2022, o Sun-THz foi construído por uma equipe do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (CRAAM) em colaboração com colegas do Centro de Componentes Semicondutores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e em parceria com o Instituto Lebedev de Física, na Rússia. Apesar de possuir peças nacionais em sua composição, a maior parte do novo telescópio fotométrico será construída na Rússia.

"A tecnologia e o conceito do telescópio foram desenvolvidos aqui. Os russos gostaram da ideia e a estão reproduzindo, colocando, porém, mais elementos. Estamos trabalhando na fronteira da tecnologia. Há 40 anos, essa fronteira era de 100 gigahertz, era o que dava para fazer. Com os resultados que vieram ao longo dos anos, buscamos frequências mais altas e temos boas perspectivas para o futuro," disse o professor Guillermo Giménez de Castro, coordenador da equipe.

Telescópio brasileiro Solar-T Foto: CRAMM

Construído para voos mais altos, o Sun-THZ será enviado para a Estação Espacial Internacional, onde poderá fazer medições das explosões solares de forma constante e trabalhará em uma frequência de 0,2 a 15 terahertz (THz), que só pode ser captada do espaço porque é absorvida pela atmosfera.

As primeiras descobertas de raios T vindos do Sol aconteceram no Chile causando grande perplexidade e agitação entre astrônomos anos atrás, fazendo com que instrumentos cada vez mais adequados fossem construídos para observá-los. Além do Sun-THZ, um telescópio chamado o HATs será instalado na Argentina até 2020 e trabalhará na frequência de 15 THz em solo para complementar as observações.

Astrônomos já olham para o futuro e aguardam novas melhorias em equipamentos de observação. Uma das principais expectativas é com a construção de sensores de grafeno, mais sensíveis à frequências em terahertz, que poderão detectar a polarização da luz além de serem mais versáteis por possibilitarem ajustes realizados eletronicamente. O Brasil já realiza experimentos para a criação de detectores desse tipo, especialmente no Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologias.


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