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Terça, 18 de Dezembro de 2018

Google cancela pesquisa essencial para desenvolvimento do projeto Dragonfly Terça, 18 de Dezembro de 2018

Google cancela pesquisa essencial para desenvolvimento do projeto Dragonfly

A Google parece estar mesmo reconsiderando o projeto Dragonfly, mecanismo de buscas que seria lançado na China com restrições nos resultados exibidos. Segundo uma reportagem do The Intercept, a companhia cancelou um site de levantamento de dados no país asiático e adiou o lançamento do projeto por tempo indeterminado.

Segundo o veículo, após as controvérsias sobre o projeto, a Google decidiu acabar de vez com uma pesquisa de mercado, considerada um levantamento de dados crucial para a criação do Dragonfly. Tal pesquisa era feita por um mecanismo no site 265.com, na qual as buscas eram direcionadas para o Baidu. Com estes dados, a Google poderia entender melhor os assuntos mais buscados pelos usuários chineses.

O The Intercept agora informou que a plataforma do 265.com foi retirada do ar, o que pode indicar um passo atrás para o lançamento. Fontes internas teriam dito ao veículo que os dados eram essenciais para o avanço do produto, de forma que, sem eles, todo o andamento deve atrasar em vários meses. Até o momento, não há informações de desistência da Google na proposta de mecanismo de busca conjunto com o governo chinês.

O projeto Dragonfly já foi alvo de conflitos internos ao menos duas vezes neste ano. Em agosto, ao menos 1.400 funcionários da Google enviaram uma carta aberto ao CEO, Sundar Pichai, protestando contra o desenvolvimento da ferramenta. Em novembro, novamente, outro grupo se manifestou. O time de mais de 100 funcionários criou uma conta no Medium chamada Google Empoyees Against Dragonfly ("Funcionários da Google contra o Dragonfly", em tradução literal). Na carta assinada, engenheiros seniores e outros empregados de alto escalão da companhia falam que estão se juntando à Anistia Internacional “para pedir à Google que cancele o projeto Dragonfly”.

Na última semana, Pichai também foi questionado sobre o desenvolvimento do mecanismo em reunião no Congresso norte-americano. Na ocasião, o CEO disse que não há planos para lançar o produto na China, mas não negou o desenvolvimento do projeto próximo ao governo chinês.

A principal acusação é de que o Dragonfly, ao ceder a pedidos de reduzir a capacidade de busca dos usuários, possa cercear a liberdade dos usuários. A Google se defende informando que atualmente o Google não é liberado lá e a função da empresa é permitir que a população tenha acesso à informação em qualquer lugar, mesmo que sob cerceamento.


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