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Quinta, 25 de Abril de 2019

Reino Unido libera Huawei para construir parte da rede 5G do país Quinta, 25 de Abril de 2019

Reino Unido libera Huawei para construir parte da rede 5G do país

A primeira-ministra britânica, Theresa May, permitiu que a Huawei, gigante das telecomunicações chinesas que é acusada de espionagem e de roubo de dados, ajude a construir partes menos importantes da infraestrutura 5G do Reino Unido, tais como as antenas.

A decisão foi tomada pelo Conselho de Segurança Nacional, onde May é presidente, e recebeu diversas críticas de outros políticos do Reino Unido que temem pela exposição das empresas, agências governamentais e dos cidadãos ao roubo de informações sensíveis.

O Telegraph informa que o chefe do serviço de inteligência britânica GHCQ, Jeremy Fleming, fez um discurso sobre as ameaças virtuais aos membros das agências de inteligência da Austrália, Canadá, Nova Zelândia e dos EUA. Foi informado que os outros membros do GHCQ expressaram preocupação com o uso de provedores de telecomunicações chineses, mas, pelo visto, a organização britânica acredita que o perigo pode ser controlado (ou ao menos minimizado) ao permitir o envolvimento da Huawei apenas para a parte "não central" do projeto.

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Essa decisão é um tanto quanto surpreendente, já que o presidente dos EUA, Donald Trump, vem pressionando seus aliados a pararem de usar os equipamentos da chinesa. Tanto a Austrália quanto a Nova Zelândia, que participaram da reunião, por exemplo, fazem parte dos países que atenderam aos avisos de Trump e proibiram os produtos da Huawei em seus territórios.

Obviamente, a gigante das telecomunicações nega as acusações de espionagem para o governo da China. No entanto, esse discurso não surte muito efeito pois, para os americanos, existem evidências de que a China, ao lado da Rússia e do Irã, estão atacando as infraestruturas militares e corporações estrangeiras para roubar segredos comerciais e espionar as decisões de outros países.

O senador Marco Rubio afirmou ao The Verge que a Huawei é uma empresa de telecomunicações controlada pelo governo chinês, que visa minar a concorrência roubando segredos comerciais e propriedade intelectual por meios ilícitos. Além disso, ele ainda diz que "o governo comunista da China representa a maior ameaça a longo prazo para a segurança nacional e econômica”.

Da mesma forma, o senador Mark Warner diz que existem evidências que corroboram para o fato de que nenhuma grande empresa chinesa é independente do governo chinês e do partido comunista, e a Huawei, considerada uma “campeão nacional”, não seria exceção. Portanto, ele conclui que permitir o envolvimento dessa empresa para o desenvolvimento da infraestrutura 5G "poderia comprometer seriamente a segurança nacional".

Por outro lado, especialistas em segurança, justiça e política entrevistados pelo The Verge criticaram menos a Huawei e expressaram as suas preocupações com a falta de evidências. Mas alguns, como o professor da Universidade de Syracuse, William Synder, e o CEO da OpenVPN, Francis Dinha, disseram que é válido considerar a Huawei como uma ameaça, já que existe o risco das futuras redes 5G serem construídas com vulnerabilidades.

Leia a matéria no Canaltech.

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