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Terça, 18 de Dezembro de 2018

Ex-engenheiro do Edge afirma que o navegador foi boicotado pela Google Terça, 18 de Dezembro de 2018

Ex-engenheiro do Edge afirma que o navegador foi boicotado pela Google

No início de dezembro, começaram a circular rumores de que a Microsoft estaria abandonando o Edge e voltando sua atenção ao desenvolvimento de um novo browser baseado na engine Chromium, tecnologia utilizada no Google Chrome. A empresa anunciou que reformularia o mecanismo base do EdgeHTML, notícia que foi bem recebida por grande parte do mercado, com exceção da Mozilla, ONG por trás do Firefox, que anunciou estar preocupada com o movimento da MS devido ao aumento do poder de monopólio da Google em relação aos navegadores.

Mas essa não era a única dúvida que a decisão da Microsoft causou: muitos estão se questionando sobre qual é a vantagem que a empresa terá ao recorrer a um mecanismo de renderização que sempre foi percebido como mais lento e mais exigente em relação ao consumo de energia. Segundo um engenheiro anônimo, que afirma ter trabalhado no desenvolvimento do Edge, a batalha da Microsoft pelo navegador já estava perdida e a empresa apenas desistiu.

Ele explica que o domínio hegemônico da Google permitiu ações de sabotagem contra o Edge, entre outros exemplos, adicionando um div vazio no YouTube para impedir que o navegador utilizasse aceleração de hardware. Leia, na tradução abaixo, o que o ex-engenheiro da empresa contou:

"Eu muito recentemente integrei o time de desenvolvimento do Edge, e uma das razões que nos levaram a acabar com o EdgeHTML foi porque a Google continuou fazendo alterações em seus sites que quebravam outros navegadores e nós não conseguimos acompanhar. Por exemplo, eles recentemente adicionaram um div vazio e oculto nos vídeos do YouTube, fazendo com que o nosso caminho de aceleração de hardware caísse (o que deve ser corrigido na atualização de outubro do Windows 10). Antes disso, nossa aceleração de vídeo de última geração nos colocou bem acima do Chrome em termos de tempo de reprodução de vídeos com bateria, mas assim que eles quebraram coisas no YouTube, eles começaram a anunciar o domínio do Chrome sobre o Edge em relação à duração da bateria durante a reprodução de vídeo. O que torna isso tão triste é que a alegada dominância não se deveu ao engenhoso trabalho de otimização do Chrome, mas sim devido a uma falha do YouTube. No geral, eles só tornaram a web mais lenta.

Agora, embora eu não tenha certeza de que estou convencido que o YouTube foi alterado intencionalmente para retardar o Edge, muitos de meus colegas de equipe estão bastante seguros — e são eles que investigam essa questão pessoalmente. Além disso tudo, quando perguntamos, o YouTube recusou nossa solicitação para remover o div vazio e não forneceu mais detalhes".


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