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Segunda, 22 de Outubro de 2018

Facebook quer comprar empresa de cibersegurança para proteger usuários Segunda, 22 de Outubro de 2018

Facebook quer comprar empresa de cibersegurança para proteger usuários

O Facebook estaria em busca de uma empresa de segurança para comprar, de olho na intensificação de seus esforços para conter as ameaças à segurança e integridade dos perfis de seus usuários. As informações foram publicadas nesta segunda-feira (22) na imprensa internacional e indicam um trabalho ainda em andamento, com a rede social negociando com algumas companhias e trabalhando com valores na casa das centenas de milhões de dólares.

No foco estariam companhias especializadas em prevenção e contenção de incidentes, bem como aquelas voltadas para soluções de privacidade, bloqueios de acessos não-autorizados e monitoramento. Estariam na lista do Facebook nomes como Demisto, JASK, ZeroFOX e Swimlane, todas relativamente desconhecidas do público, mas com grande foco em proteção de dados.

A maioria delas é voltada para a resposta a incidentes, fornecendo plataformas de gerenciamento de alertas e monitoramento de acessos em busca de intrusões. A solução da JASK, entretanto, vem chamando a atenção da imprensa internacional por, também, envolver inteligência artificial na localização de possíveis brechas. É essa a ideia central de qualquer empresa envolvida com dados, pois, por mais que lidar bem com as falhas seja importante, impedir que elas aconteçam é ainda mais.

A aquisição também estaria relacionada aos planos de crescimento revelados por Mark Zuckerberg. Diante da mais recente crise de segurança no Facebook, com o comprometimento dos dados de dezenas de milhões de usuários, o CEO da rede social afirmou que dobraria o tamanho de seu time global de proteção digital, dos atuais 10 mil funcionários, para 20 mil até o começo de 2019.

Não seria, também, a primeira aquisição dessa categoria a ser feita por uma empresa que costuma preferir as compras ao tortuoso e demorado processo de desenvolvimento de soluções internamente. Quando se fala de questões relacionadas à segurança, inclusive, todo tempo é precioso, o que torna um negócio desse tipo mais significativo, mesmo que envolve altas cifras que, sabemos, o Facebook não teria problemas em gastar.

Nenhuma das companhias supostamente envolvidas nas negociações se pronunciou, tampouco o Facebook, que, quando contatado, não deu mais detalhes sobre uma possível aquisição. Se algo desse tipo efetivamente estiver em andamento, provavelmente saberemos em breve por meio de divulgações oficiais.


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