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Segunda, 22 de Outubro de 2018

Com nova lei europeia, Play Store e apps da Google serão pagos Segunda, 22 de Outubro de 2018

Com nova lei europeia, Play Store e apps da Google serão pagos

Uma mudança na legislação da União Europeia pode tornar mais caro o desenvolvimento de smartphones no Velho Continente. Desde que uma decisão do conselho da UE barrou a Google de embutir soluções como o Chrome, seu buscador e a Play Store, a empresa passará a cobrar para permitir que smartphones europeus tenham acesso a eles.

A cobrança será feita baseada na densidade de pixels do aparelho, sendo que aqueles com menos de 400ppi pagarão US$ 10, os entre 400ppi e 500ppi pagarão US$ 20 e os com mais de 500ppi pagarão US$ 40 dólares. Essa cobrança será feita por aparelho em que os programas forem instalados. Sendo assim, se uma companhia pretende fabricar 100 mil smartphones de ponta (com densidade de pixel maior que 500ppi) e quer que todos eles possam acessar a Play Store, a empresa deverá pagar à Google um montante de US$ 4 milhões. Por enquanto essa cobrança ainda não está em vigor, mas se tornará obrigatória a partir de 1º de fevereiro de 2019.

A cobrança é uma escolha da Google e não uma imposição da nova lei, que apenas rege que a empresa não deve impor às fabricantes de smartphones que queiram instalar a Play Store em seus dispositivos que eles também utilizem o Chrome como navegador padrão e o Google como buscador padrão, como vinha acontecendo até então. Os legisladores alegam que esse tipo de imposição desincentiva a inovação e evita que empresas concorrentes busquem outras soluções de aplicativos que poderiam gerar mais lucros a elas.

Além da cobrança para instalação, a Google também se reserva ao direito de não repassar às empresas parte do lucro obtido com o seu buscador e seu navegador nos aparelhos — o que hoje é um dos principais incentivos para que as fabricantes utilizem todo o grupo de aplicativos da Google.

As medidas foram tomadas porque o Chrome e o Google são as principais fontes de renda da Google, e companhia não vê vantagens em deixar as fabricantes utilizarem gratuitamente seu sistema operacional (Android) e sua principal loja de aplicativos (Play Store) sem nenhuma contrapartida.

E, ainda que em um primeiro momento pareça que a medida pode gerar um aumento no preço final desses aparelhos, há um modo de as fabricantes de smartphones não precisarem pagar a taxa de utilização da Play Store: segundo rumores de dentro da empresa, a Google está oferecendo contratos onde libera o uso da Play Store sem o pagamento de nenhuma taxa, com a contrapartida de que a fabricante irá “de boa fé” utilizar o Chrome e o Google como navegador e buscador padrão do aparelho, e deixar o atalho de ambos presentes na página inicial de seus smartphones.


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