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Sexta, 13 de Dezembro de 2019

Mais sucesso: tecnologia imprime modelo de coração de crianças antes da cirurgia Sexta, 13 de Dezembro de 2019

Mais sucesso: tecnologia imprime modelo de coração de crianças antes da cirurgia

Cada vez mais a área da bioimpressão — a impressão em 3D de tecidos ou órgãos reais — vem conquistando seu espaço nos laboratórios, noticiáris e na vida das pessoas, revolucionando diferentes campos da medicina, principalmente a área de transplantes. Mas também pode auxiliar a preparação de médicos para cirurgias. Com impressões 3D, é como se os profissionais da saúde chegassem para a operação com um mapa real do seu paciente, que os permite conhecer seus "pontos fracos" e, mais do que isso, suas estruturas internas de difícil acesso.

Pensando nisso, uma Instituição de caridade do Reino Unido, a Wessex Heartbeat, começa a financiar um projeto que usa a impressão 3D para mudar a maneira como a cirurgia cardíaca é realizada em crianças, minimizando os riscos do procedimento. A parceria para o tratamento de doenças cardíacas congênitas é feita com Hospital Universitário de Southampton, na Inglaterra. 

Para os procedimentos cirúrgicos, a ideia é que a impressão 3D seja usada na produção de um modelo tridimensional, idêntico ao coração de um paciente, com ajuda da tecnologia da Axial3D — empresa especializada na área médica de impressões que oferece diferentes modelos anatômicos para planejamento cirúrgico. A vantagem desses modelos é suportar simulações físicas de uma cirurgia. 

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O coração fora do peito: equipe médica aumenta taxa de sucesso em cirurgias com modelo 3D (Fonte: Axial 3D)

Como funciona?

O modelo do coração de cada paciente é produzido partir de uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética. Depois de receber esses dados, a empresa responsável leva cerca de 48 horas para a produção uma réplica detalhada do órgão.

Isso significa que os cirurgiões podem entender, em detalhes, a anatomia de um paciente antes de iniciarem qualquer operação. A partir disso, são capazes de identificar regiões potencialmente problemáticas e minimizarem a quantidade de procedimentos invasivos que uma criança com problemas cardíacos passará ao longo de sua vida. Em outras palavras, conhecendo as estruturas internas, os cirurgiões conseguem efetuar procedimentos mais seguros e aumentar a taxa de prognósticos favoráveis nos pacientes.

Esses mesmo modelos cardíacos também podem ser aproveitados em exercícios práticos de treinamento na formação de novos cirurgiões, na própria faculdade. 

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