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Terça, 25 de Junho de 2019

Diferença de gêneros na ciência da computação só deve acabar em 100 anos Terça, 25 de Junho de 2019

Diferença de gêneros na ciência da computação só deve acabar em 100 anos

Um novo estudo da Cornell University projeta que a diferença de gênero na ciência da computação ainda está um século longe de acabar. O estudo se baseou no número de pesquisas produzidas por homens e mulheres em todo o mundo e cravou o ramo computacional como um dos mais atrasados.

A pesquisa levanta 2,87 milhões de artigos, em quase 50 anos de trabalhos científicos em ciência da computação, desde a década de 1970 até o ano passado. Com isso, o grupo projetou que, pelo menos, antes de 2100, não haverá paridade no ritmo em que os estudos se encontram.

"Sob nossos modelos de projeção mais otimistas, a igualdade de gênero está prevista para ser alcançada em 2100, e significativamente depois disso, levando em conta suposições mais realistas”, aponta o estudo. “Em contraste, a paridade está projetada para ser alcançada dentro de duas a três décadas na literatura biomédica. Nossa análise das tendências de colaboração em ciência da computação revela taxas decrescentes em colaboração entre autores de diferentes gêneros”.

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Evolução da pesquisa de mulheres sobre ciência da computação (Foto: Divulgação/Arxiv.org)

Na média, essa igualdade pode ser alcançada somente em 2200, diante de gráficos expostos pelo grupo. De acordo com o trabalho, entre as possibilidades mais prováveis, essa meta seria alcançada somente em 2137.

A biomedicina, citada pelo estudo, tem projeção para o ano de 2048, sendo que atualmente 38% dos pesquisadores da área já são mulheres. No caso da ciência da computação, apenas 27% estão atuando no setor.

“Isso afeta o campo como um todo. Quando há uma falta de liderança em departamentos de ciência da computação, isso afeta diretamente o número de estudantes mulheres em curso e o número delas que vai entrar na indústria”, aponta Lucy Lu Wang, uma das pesquisadoras do Allen Institute for Artificial Intelligence, em Seattle.

O trabalho ainda está em acordo com outros estudo realizados na Austrália e Canadá que fazem uma projeção semelhante. Um dos motivos para que mulheres não participem tanto deste setor, segundo a pesquisa, é a falta de modelos, mentores e colaboradores do mesmo gênero. “Mesmo que ela escolha trabalhar com ciência da computação, pode terminar em uma escola e trabalhar em ambientes que são inóspitos para ela”, aponta Wan.

O estudo completo está disponível no site da Universidade de Cornell.

Leia a matéria no Canaltech.

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