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Terça, 18 de Dezembro de 2018

“Making a Murderer” rende processo por difamação à Netflix Terça, 18 de Dezembro de 2018

“Making a Murderer” rende processo por difamação à Netflix

A Corte está novamente em sessão para analisar o caso de Making a Murderer, mas, desta vez, ao invés de um novo episódio da aclamada série baseada em fatos reais, é a própria Netflix quem vai responder a uma ação judicial movida contra ela pelo detetive e ex-oficial de polícia Andrew Colborn. Segundo o programa WBay TV, ele acusa a empresa, bem como a equipe de produção da série, de difamação e má representação de fatos.

Na série, Colborn é mostrado supostamente plantando evidências relacionadas ao caso real do assassinato da fotógrafa Teresa Halbarch, que culminou na prisão perpétua do assassino Steven Avery. No processo, Colborn exemplifica sua ação por meio de algumas cenas específicas, como um close em um frasco contendo sangue, com um buraco no topo (episódio 4), chamando isso de “fato manipulado” que sugere interferência com evidências quando o diálogo diz que o frasco é resultante de um teste e armazenamento padrão.

Como réus, o reclamante aponta não apenas a Netflix (representadas na ação pelos executivos Adam Del Neo e Lisa Nishimura), mas também as diretoras Laura Ricciardi e Moira Demos e a editora Mary Manhardt. Não é a primeira vez que a Netflix leva bronca por supostamente omitir ou alterar detalhes da história original, mas é o primeiro caso onde isso leva à discussão legal.

"Os réus omitiram, distorceram e/ou falsificaram materiais e fatos significantes em um esforço para mostrar (Colborn) como um oficial de polícia corrupto que plantou evidências para assegurar a prisão de uma pessoa inocente. Os réus o fizeram com malícia e no intuito de tornar a mídia mais lucrativa e bem-sucedida aos olhos de seus iguais", diz o documento do processo.

Anexado ao documento está toda a avaliação original de Colborn feita pelo promotor geral na ocasião do crime — e omitido pela série da Netflix —, além de porções de seu testemunho em julgamento, o qual a Netflix supostamente editou ou omitiu.

O caso do assassinato de Teresa Halbarch resultou na prisão perpétua de Steven Avery, autor do crime. Ele ainda segue encarcerado na cadeia do condado de Manitowoc. Colborn, na época, era um dos policiais investigando o caso e alega que a forma como a Netflix o representou na série Making A Murderer causou danos severos à sua reputação.


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