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Sexta, 27 de Janeiro de 2023

Destaque da NASA: galáxia com filamentos é a foto astronômica do dia Sexta, 27 de Janeiro de 2023

Destaque da NASA: galáxia com filamentos é a foto astronômica do dia

Nesta quinta-feira (26), a foto destacada pela NASA no site Astronomy Picture of the Day traz a galáxia NGC 1275. Localizada a cerca de 230 milhões de anos-luz de nós, esta galáxia ativa é o membro principal e dominante do Aglomerado de Galáxias Perseu.

Além da beleza que tem em comprimentos de onda luz visível, esta galáxia é uma fonte poderosa de emissões em raios X e ondas de rádio. Ela acumula matéria conforme galáxias inteiras são engolidas e, assim, alimenta o buraco negro supermassivo em seu interior.

A galáxia NGC 1275 se estende por mais de 100 mil anos-luz (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Hubble Heritage, A. Fabian (University of Cambridge, UK)

Esta foto foi produzida a partir de dados do telescópio Hubble, capturados em 2006, e destaca algumas características da NGC 1275. Entre elas, estão os detritos galácticos e filamentos de gás brilhante, sendo que alguns deles se estendem por cerca de 20 mil anos-luz.

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Apesar das colisões galácticas que ocorrem, os filamentos seguem inteiros. É possível que esta resistência deles tenha relação com campos magnéticos: enquanto a atividade do buraco negro do interior da galáxia tenta afastá-los, os campos magnéticos ajudam a mantê-los agrupados.

Saiba mais sobre a galáxia NGC 1275

A NGC 1275 é uma das galáxias elípticas gigantes mais próximas de nós e fica no coração do aglomerado galáctico Perseu. Este, por sua vez, é um dos objetos mais massivos do universo e abriga milhares de galáxias imersas em uma grande nuvem de gás altamente aquecido.

Os filamentos avermelhados da imagem acima são formados por gás frio, transportado do centro da galáxia por “bolhas” de ondas de rádio que emergem no meio gasoso. Estas estruturas estão suspensas pelo campo magnético e cercadas pelo gás do aglomerado, cujas temperaturas chegam a quase 55 milhões de graus Celsius.

Ao observar os filamentos, os astrônomos conseguiram estimar a força do campo magnético que os sustenta. Com esta informação, eles demonstraram que os campos magnéticos extragalácticos “protegeram” a estrutura dos fios contra o colapso, consequência de forças gravitacionais ou da ação do próprio aglomerado.

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